Brincar, Viver, Amar
Este cara aí ao lado foi quem me ensinou brincar. Este é o meu pai, Seu
Jaime. Faleceu em 2016, dia 19 de agosto, um dia antes do meu aniversário. Ele
encerrou o seu papel de pai deixando belas recordações. Sempre que lembro dele,
penso em alguma brincadeira, e que ele tinha um jeito dele para me fazer
pensar, antes de tomar alguma decisão, por exemplo: Quando tinha uns 12 anos
mais ou menos, eu queria fazer 9 furos na orelha, dizia que seria o máximo, nem
pensava em dor, eu queria fazer. Ele, com toda paciência do mundo, disse:
- Quer furar? Mas, deixa eu te contar uma coisa; você sabia que a orelha é a
única parte do corpo humano que não pára de crescer? Imagine, você com uns 60
anos, e a orelha cheia de furos. Sinceramente, eu imaginei uma orelha gigante, e
com os furos acompanhando o tamanho da orelha. Sabe o que aconteceu? Não fiz os
9 furos, mas fiz mais 1. .
Bom, mas já que comecei contando sobre
a minha infância sincerona no post anterior, vamos lá, continuar falando das
alegrias da infância, e neste momento incluo ele, meu pai.
Eu não era uma criança que gostava de
brincar de bonecas, gostava de movimento, gostava das brincadeiras com
aventura, e meu pai, ahhhh ele sabia fazer isso muito bem.
Ele me ensinou jogar bolinha de gude, e
fazia o risco para iniciar o jogo no carpete verde da sala, com giz branco.
Nossa, quando a minha mãe via o carpete riscado, ela ficava louca, mas, a
brincadeira continuava, acho que nos uníamos contra ela.
Tem uma outra coisa que ele fazia, e
que isso eu também quero fazer com as minhas filhas. Na casa dos meus pais, o
quintal era comprido, e o piso escorregadio, quando chovia, era uma maravilha.
Se não estivéssemos de chinelo, ficávamos derrapando pelo quintal. Um dia, caiu
uma chuva mega forte, e estava calor, “chuva de verão’, eu e ele, juntos, nos
jogamos no quintal de peixinho, de uma ponta a outra, paramos quando batemos o
pé na porta, e neste momento não estava mais de peixinho. Que delicia, quanta
diversão. Acho que por isso que eu continuo gostando de fazer bagunça com as
crianças, é uma delicia.
Hoje, eu e minha família moramos na
casa onde eu cresci com este meu pai mega brincalhão. E quero sim, me jogar neste
mesmo quintal com as minhas filhas, recordar bons momentos e quem sabe, deixar
boas lembranças.
Agradeço meu pai, por me deixar ser e
viver a infância com liberdade, alegria e muito respeito.
Texto escrito por Simone Kohatsu.

Sempre menciono o quanto te admiro né, desde que te conheci, sabia que era diferente!! E aí quando vejo estas histórias, me perco viajando e imaginando tudo isto, aí me questiono "quando fiz isto" ..kk nunca, porque noto que s preocupação vem antes da diversão....é quando leio uma amiga dizer Se joga....garanto, vou tentar!!
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